O que é perda total e como receber a indenização integral?

O que é perda total e como receber a indenização integral?

Um termo muito comum no linguajar diário do brasileiro é falar que alguma coisa “deu perda total”, ou ainda, no popular, “deu Pê Tê”. O famoso “PT” é um termo oriundo do mundo das corretoras de seguros, diretamente do universo das apólices, e que acabou caindo no gosto popular para ilustrar diversas outras situações corriqueiras não necessariamente relacionadas a patrimônios ou seguradoras.

No âmbito das associações de proteção veicular, que têm práticas e oferecem benefícios bastante semelhantes ao das seguradoras por preços significativamente menores, a perda total também é um tipo de sinistro recorrente e que costuma causar muitas dúvidas nos associados pouco familiarizados com apólices e contratos de proteção.

A perda total, em termos básicos, é o tipo de sinistro que dá ao associado o direito a receber da empresa contratada a chamada indenização integral, ou seja, o valor estipulado em contrato normalmente referente ao valor total do bem protegido. O que muitos usuários costumam desconhecer são os critérios para que o sinistro seja considerado perda total, os procedimentos a serem tomados para requerer o direito e os termos e condições em que se dá o reembolso do prejuízo.

Acompanhe este artigo para se informar e sentir-se preparado no caso de um dia ter que lidar com uma situação de perda total no seu veículo.

O que configura perda total?

Dois pontos que costumam confundir muitos usuários é relacionar a perda total ao estado aparente do carro após o acontecimento do sinistro. Ou seja, muitas vezes o carro não aparenta estar irrecuperável e mesmo assim o laudo da perícia e a decisão da empresa apontam para a perda total. Em outras situações, o carro aparenta estar completamente destruído e a empresa contratada não compreende que se trata de um caso de perda total.

Via de regra, o que define ou não se o sinistro se enquadra em um caso de perda total será a avaliação do custo total necessário para consertar o veículo avariado. O limite para que o conserto seja considerado muito caro e dê ao usuário direito à indenização integral é vinculado ao valor de mercado do veículo protegido, sobre o qual é definida uma porcentagem que funciona como teto. O valor referência, e também o mais comumente utilizado, é o de 75%, podendo ser inferior a este número mas nunca superior.

Para além deste valor de referência, consulte o seu contrato ou apólice para saber com exatidão qual a porcentagem praticada pela empresa em questão.

Como funciona a perda total?

Para entender melhor o tópico acima, imagine que o seu carro tem o valor de mercado de R$ 100 mil e que sua associação de proteção veicular concede indenização integral para danos iguais ou acima de 75% do valor do seu veículo na tabela FIPE.

Sendo assim, caso o veículo tenha se envolvido em um sinistro, cujo valor do conserto seja de R$ 20 mil, o usuário deverá pagar a franquia estipulada no contrato para que a empresa se responsabilize pelo pagamento da manutenção. Se o prejuízo for inferior ao valor da sua franquia, você deverá arcar com os custos do reparo.

Em outra hipótese, se um veículo de R$ 100 mil tiver os reparos avaliados em R$ 77 mil, por exemplo, ou seja, um valor relativo a mais de 75% do valor total do patrimônio, a empresa deverá pagar ao usuário a indenização integral constante no contrato, sem a necessidade de pagamento de franquia por parte do usuário.

O que acontece a partir daí é que o veículo avariado (ou o que sobrou dele) deverá ser transferido para a propriedade da empresa, que então deverá restituir o beneficiário com a indenização integral.

Como garantir o recebimento da indenização integral?

Primeiramente, para que se tenha direito à cobertura é essencial que as parcelas do serviço de proteção veicular estejam em dia. Algumas empresas também exigem que a documentação do veículo esteja regularizada, afinal pendências de licenciamento podem impedir a transferência do veículo para a empresa para que ela se responsabilize pelo pagamento da indenização.

Em caso de sinistro é importante que o usuário se muna do máximo de informações possíveis acerca do acidente que resultou na avaria. Portanto, é essencial que se registre o Boletim de Ocorrência como forma de comprovar o acontecido. Nomes e informações sobre outras partes ou veículos envolvidos também devem ser guardados para qualquer checagem posterior, bem como a identificação dos oficiais responsáveis pelo B.O.

O quanto antes possível, a empresa contratada deve ser “avisada” do sinistro para dar abertura no processo. Normalmente as empresas oferecem números de telefone para contato 24h por dia. Se for procurar a empresa presencialmente esteja munido de todos os documentos pessoais do beneficiário, documentos do veículo protegido e dados de terceiros envolvidos, assim como o boletim de ocorrência.

Ao assinar uma cobertura de proteção veicular busque associações com boa reputação no mercado e se certifique de ler com atenção o contrato e tirar todas as dúvidas com os consultores. Aliás, se restou alguma dúvida sobre esse assunto, nos deixe um comentário abaixo que teremos prazer em responder!

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