Qual o melhor momento para trocar de carro?

Qual o melhor momento para trocar de carro?

Qual o melhor momento para trocar o seu carro por outro? De dois em dois anos? De cinco em cinco? A cada 50 ou a cada 100 mil quilômetros rodados? Quais sinais o carro dá que é uma boa hora pra vender? Quais sinais o mercado dá de que é uma boa hora pra comprar? Como utilizar de maneira mais vantajosa o dinheiro da venda para a compra de um veículo mais novo? Essas são apenas algumas das muitas questões que fervilham na mente de quem pensa em trocar seu veículo.

Um carro, antes de tudo, é um patrimônio, certo? Um ativo que possui uma curva de desvalorização e custos de manutenção que normalmente são considerados “compensatórios” diante dos benefícios que este bem agrega à vida de seus proprietários. Saber a hora de passar o seu veículo “pra frente” e aplicar na renovação desse investimento, de modo a perder o mínimo possível de dinheiro, é matéria de reflexão para muitos e envolve uma série de variáveis, como qualquer operação de mercado.

Tanto por se tratar de carro quanto por se tratar de investimento, não existem regras gerais e cada caso tem suas próprias características e combinações de variáveis, sejam mecânicas, sejam financeiras. De toda maneira, existem sim alguns comportamentos padrões, médias de tempo e momentos mais propícios dentro das oscilações do mercado que podem ser identificados e servir como guias na tomada da melhor decisão.

Se você pensa em trocar de carro, segure mais uns minutinhos e não tome uma decisão antes de terminar de ler esse artigo. Acompanhe abaixo algumas dicas consideradas essenciais para decidir o melhor momento e a melhor maneira de trocar seu carro.

Tempo de uso e desvalorização

Ao comprar um carro “zero”, no momento em que você o retira da loja, o seu valor de fábrica já depreciou em média 10%. Afinal do primeiro ano de uso, deprecia em torno de mais 10%. Ou seja, com apenas um ano de uso o seu carro já desvaloriza quase 20% do valor original, sendo, portanto, o período em que ele acumula maior grau de depreciação, sendo que depois dos dois primeiros anos esse índice se estabiliza e a variação é um pouco menor, considerando-se também outros fatores como a oferta e a procura do modelo em questão, ou o surgimento de novas versões do mesmo carro, por exemplo.

Na prática o que isso significa? Nos dois primeiros anos o valor de compra do seu carro despenca, portanto se você vendê-lo neste momento você simplesmente terá perdido uma boa parcela do dinheiro inicialmente investido e provavelmente terá que se endividar para adquirir outro veículo na mesma faixa de valor. Porém, depois do segundo ano, o veículo perderá valor de forma mais lenta, te dando alguns anos a mais para poupar dinheiro e se preparar melhor para a troca.

Quilometragem e custo de manutenção

Outro fator indispensável para decidir qual o melhor momento de trocar o veículo é observar o aumento da quilometragem e como isso vai refletir nas necessidades de manutenção. O ideal é que você mantenha o veículo em sua posse no intervalo de tempo em que estes gastos ainda não sejam tão grandes.

Para entender melhor, sabemos que a cada 10 mil Km é recomendado que se faça a revisão periódica no carro. Quando acontecem as primeiras revisões, de 10, 20, 30 e 40 mil Km, ainda temos um carro novo que demandará somente manutenções básicas e contará com suas principais peças dentro da vida útil prevista. Porém, entre os 50 e os 60 mil km rodados, algumas peças importantes (e caras!) como a correia dentada e os amortecedores começam a demandar substituição. Antes que chegue esse momento, coloque as despesas previstas no papel e pondere se compensa gastar com manutenção mais um ano ou investir o dinheiro em um carro novo que te dará menos gastos.

Os sinais do mercado para comprar

Já falamos alguns pontos sobre a venda, mas se você decidir trocar o seu carro, também deve pesar se o momento está oportuno para a compra. O mercado pode dar sinais que, se forem captados, podem resultar em um negócio vantajoso.

Fique atento a elementos como: isenções de impostos, valorização do seu usado como entrada, baixas nas taxas de juros, saldões com descontos vantajosos, modelos que saíram de linha ou ganharam versões atualizadas resultando em queda de preço das versões anteriores. O mercado de seminovos também pode oferecer verdadeiras pechinchas por carros praticamente “zero”.

Demandas pessoais e familiares

Além de todas as questões de mercado, não podemos perder de foco qual a função principal de ter um veículo: conforto, segurança e mobilidade para a família. Sendo assim, as demandas familiares devem estar na ponta da lista de motivos pelos quais você deseja trocar um carro. A família cresceu? Vocês gostam de viajar de carro no fim do ano? Pretendem comprar uma casa no campo? Gostam de carregar seus pets nos passeios? O modelo do carro pode interferir positivamente no seu trabalho ou estilo de vida?

Os questionamentos acima refletem algumas das preocupações que se deve ter ao ponderar se o seu atual veículo está cumprindo as suas demandas ou está deixando a desejar.

Planejamento financeiro

Por fim, todas as dicas relacionadas acima convergem para um mesmo lugar: a melhor forma de uma troca de carro ser vantajosa ou bem-sucedida é o planejamento. Isso significa, inclusive, poupar dinheiro e fugir dos juros altíssimos de empréstimos e financiamentos que no final podem tornar a sua tão sonhada troca de carro em um pesadelo financeiro.

O que achou de nossa lista de dicas e fatores relevantes? O ideal é que se encontre um ponto que consiga equilibrar os fatores mencionados sem prejuízo de nenhum aspecto, seja mecânico, financeiro ou pessoal/familiar.

Você pretende trocar ou trocou seu carro recentemente? Deixe um comentário abaixo e nos conte o que pesa mais para você na hora de realizar uma transação como esta!

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