Medo de dirigir? Saiba o que é amaxofobia

Medo de dirigir? Saiba o que é amaxofobia

Na teoria é tudo muito simples. Mãos ao volante, algumas rotações, movimentos leves nos pés, troca de marcha, atenção nos retrovisores. Na prática, nem todo mundo consegue se sentir seguro, principalmente quem está aprendendo ou tirou a carteira de habilitação há pouco tempo. O medo de dirigir é mais frequente do que você imagina. Tanto quem passa por isso quanto quem vê de fora pensa “como é possível alguém capaz de tantas coisas não conseguir fazer algo tão simples quanto assumir um volante?”.

Psicologicamente, dirigir é uma tarefa complexa, que demanda vários tipos de competências cognitivas e habilidades. O motorista precisa ter um certo nível de maturidade emocional e capacidade motora, que possibilitem interpretar e reagir a estímulos rápida e estrategicamente na hora da condução. É justamente para isso que existe o exame psicotécnico para emissão da CNH. Os testes ajudam a avaliar o estado do funcionamento cognitivo, psicológico e emocional do motorista.

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, cerca de dois milhões de brasileiros não conseguem dirigir por medo ou ansiedade. Desses dois milhões, 80% já possui carteira.

Amaxofobia

A amaxofobia, que é o medo de dirigir ou até mesmo de entrar em um veículo, parte do mesmo princípio que qualquer outro medo: entendemos o que deve ou não ser temido de acordo com nossas experiências, positivas ou negativas. É um processo de aprendizagem. Seus principais sintomas são: nó na garganta, falta de ar, taquicardia, boca seca, sudorese, tremores, agitação e distúrbios gastrointestinais.

Os sintomas emocionais incluem um estado de apreensão ao entrar no carro, hipervigilância, desatenção, pânico, insegurança, ansiedade elevada, entre outros.

Como perder o medo de dirigir?

A amaxofobia tem cura, segundo especialistas, e existem várias maneiras para enfrentá-la. Pode ser combatida por uma terapia psicológica cognitiva-comportamental, para que o primeiro passo seja que o paciente tenha consciência desse medo. Dentre alguns tratamentos psicológicos realizados, os mais populares e eficazes são:

Hipnoterapia

O paciente tem o seu subconsciente aberto para sugestão, com a ajuda de um profissional, para que seja possível mudar um ou mais dos seus padrões de comportamento. Falando diretamente ao subconsciente, é possível encontrar o motivo da fobia e apresentar maneiras de contorná-lo. Algumas pessoas tem receio deste método, mas ele é considerado totalmente seguro e com resultados a curto prazo.

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Programação neuro-linguística

Consiste no estudo e prática de como criamos nossa realidade. Sua premissa básica é de que as palavras que usamos refletem uma percepção interna e subconsciente dos nossos problemas. Se essas palavras forem imprecisas, criam um problema subjacente enquanto continuamos a usá-las e pensar nelas. É como naquele antigo ditado que diz que “a palavra tem poder”.

O papel do profissional aqui é analisar essas palavras que o paciente usa ao descrever o que sente e determinar os problemas em sua percepção, para assim entender a causa do problema e remodelar seus pensamentos.

Psicologia de energia

Esta terapia utiliza várias técnicas em conjunto, como acupressão, yoga, tai chi e medicina energética, que ensinam, em passos simples, a fazer mudanças na vida do paciente. Essas técnicas estimulam pontos de energia na superfície da pele que, quando combinados com procedimentos psicológicos, podem mudar a eletroquímica do cérebro.

Por mais que seja recomendado ir a um especialista, a pessoa que sente medo de dirigir pode tomar algumas atitudes para tentar perdê-lo, por exemplo: adotar uma abordagem positiva e tentar estar mentalmente pronto, com técnicas de relaxamento. A melhor maneira de controlar seus medos é ignorá-los. Quanto mais se pensa ou fala sobre algo, mais essa coisa se toma consistência.

Muitas vezes, a exposição e criação de prática pode ser a solução. O processo é gradual: pode levar muito tempo ou apenas alguns dias para que a pessoa se sinta apta a dirigir. Tudo depende do empenho em perder a fobia e da vontade de querer ter uma vida mais independente.

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