Freio ABS: o que é e como funciona?

Freio ABS: o que é e como funciona?

Obrigatórios no Brasil há alguns anos, os freios ABS até pouco tempo não faziam sequer parte da realidade do trânsito brasileiro. O sistema é um item de segurança imprescindível que salva vidas todos os dias, mesmo que você não perceba quando ele está trabalhando. Pense da seguinte forma: para você frear um carro é preciso de atrito, certo? Então até as rodas ficarem imobilizadas, o atrito é perdido e acontece uma derrapagem. É aí que entra o Anti-lock Braking System, ou Sistema de Freio Antitravamento, o ABS. Antes de sua implementação, pilotos de corrida e alguns motoristas utilizavam a técnica de bombear os freios, que consistia em apertar e soltá-los repetidamente, mantendo a tração das rodas e a capacidade de mudar a direção do automóvel.

História

Os primeiros sistemas de ABS foram desenvolvidos para uso em aeronaves no início da década de 1950. A utilização em veículos aconteceu em 1969, no eixo traseiro de um Ford Thunderbird. Apenas em 1978 a empresa alemã Bosch desenvolveu o ABS que conhecemos hoje, associado ao uso extensivo de sistemas eletrônicos e válvulas eletromecânicas. Inicialmente, foi empregado em veículos de passeio da Mercedes-Benz e logo após nos das BMW. Em 1984 foi desenvolvido um projeto de ABS que combinava componentes do sistema de freio, como o atuador do ABS, servo-freio e cilindro mestre.

Como funcionam os freios ABS

O sistema antiderrapagem é composto por sensores que monitoram a rotação das rodas e a compara com a velocidade do automóvel. As informações são passadas para a unidade de controle ABS, que se detectar que alguma das rodas irá travar, vai fazer com que a central interfira em milésimos de segundos, modulando a pressão, garantindo uma frenagem segura e sem derrapagem.

Quais as diferenças em relação à frenagem sem ABS?

Durante o uso normal do freio, o condutor não vai perceber nenhuma diferença. Porém em caso de frenagem de emergência, em que as rodas estão no limite de travagem, vai haver uma forte vibração com ruído no pedal de freio. Essa vibração é provocada pelo fluido do contrafluxo do sistema, que vem da bomba de recalque empurrando o fluido no sentido contrário, buscando equalizar a pressão hidráulica dos freios para evitar o travamento das rodas.

É algo totalmente normal e o motorista não pode, de forma alguma, aliviar a força sobre o pedal de freio, pois isso pode causar ineficiência do sistema ABS, ou seja, o aumento da distância de frenagem.

Tipos de freios ABS

Apesar de existirem vários modelos, a estrutura de todos é o mesmo: sensores de rotação, válvulas que liberam a pressão da frenagem, unidade controladora e bomba que repõe a pressão. Eles são:

EAS: 

Electronic Actuation System ou Sistema de Atuação Eletrônica: é um sistema auxiliar do freio ABS que controla a tração e a altura do veículo em relação ao solo.

EBD:

Electronic Brake Force Distribution ou Distribuição Eletrônica de Frenagem): também conhecido como repartidor eletrônico de frenagem, é um auxiliar do freio ABS que proporciona melhor distribuição das forças empregadas na frenagem.

AFU:

Aide au Freinage d’Urgence ou Assistência de Emergência à Frenagem: diminui o esforço necessário no pedal e a sua trepidação. Como o ABS realiza a frenagem aos poucos, pode ser preciso pisar fundo no pedal. O AFU aumenta a pressão para que a parada seja mais rápida.

A duração dos componentes de um sistema de freio varia muito, pois podem apresentar diferentes níveis de desgaste e durabilidade. É possível que algumas partes jamais precisem de reparo ou manutenção, enquanto outras demandem cuidados recorrentes. Os itens que geralmente se desgastam mais rápido são as pastilhas, os fluidos, os discos e as mangueiras. É sempre bom lembrar que na hora de fazer a reposição deve-se sempre prezar pela qualidade das peças. Alguns sinais podem indicar que os freios não estão em bom estado. São eles: ruídos estranhos, dificuldades na frenagem, pedal afundado e as temidas luzes acesas no painel. Por isso, esteja sempre alerta!

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